ANTÓNIO LOBO ANTUNES

   :: LIVROS

 

romance e crónica

 

Memória de Elefante, 1979

Um dia na vida de um psiquiatra que esteve ma guerra colonial em Angola. Esse médico está separado da mulher e das filhas. O livro divide-se em capítulos que não têm título. A narrativa é feita quase sempre na terceira pessoa, mas surge por vezes uma primeira pessoa - por exemplo, um monólogo do psiquiatra, no carro, à noite.

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Os Cus de Judas, 1979

Durante uma noite, um homem, que regressou da guerra colonial em Angola, e que é o narrador, conversa com uma mulher que encontrou. Há intervenções da mulher, mas sempre integradas naquilo que o homem diz. O livro está dividido em 23 capítulos. Cada um deles corresponde a uma letra do alfabeto.

artigos disponíveis: 6

 

   
Conhecimento do Inferno, 1980

Um psiquiatra vai do Algarve para Lisboa, sozinho, de carro, durante uma tarde e parte da noite. Chega a casa dos pais, na Praia das Maçãs. Ao longo do livro, misturam-se descrições das paisagens percorridas, da infância, de Angola e do hospital onde ele trabalha.

artigos disponíveis: 6

 

   
Explicação dos Pássaros, 1981

Um homem e uma mulher deixam Lisboa para se dirigirem a Tomar, onde decorre um congresso, mas é em Aveiro que passam o fim-de-semana. O homem quer deixar a mulher, não é capaz de lhe dizer, e finalmente ela resolve deixá-lo. A mulher regressa sozinha. O homem desapareceu. Mais tarde, encontra-se o seu corpo na ria de Aveiro. Suicidou-se. Há pássaros junto do cadáver.

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Fado Alexandrino, 1983

Ex-combatentes da guerra colonial em Moçambique encontram-se em Lisboa, em 1982: um comandante, um alferes, um oficial de transmissões, um soldado e um capitão, também no lugar de psicoterapeuta, não fala mas é a quem os outros se dirigem, contando as brutalidades na guerra e depois. A revolução, num arco de cinquenta anos, encadeia os acontecimentos sem si mesmos; é através do diálogo que a "acção" do romance progride. No final há um assassínio.

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Auto dos Danados, 1985

A vida de uma grande família portuguesa em 1975, quando, em Portugal, "a época das cerimónias morreu". Um casal e o irmão do marido viajam até Reguengos de Monsaraz porque o patriarca (o avô) está moribundo. Em Monsaraz vive o resto do clã. que inclui um filho e uma filha, ambos casados, e uma terceira filha, solteira e mongolóide. O velho morre durante as festas da vila, que terminam com a morte do touro. Não há herança, há dívidas. A família foge do país.

artigos disponíveis: 1

   
As Naus, 1988

Os Descobrimentos como se fossem vistos do avesso, mostram a decadência de Portugal em todo o seu esplendor. Navegadores, reis, escritores, colonos, regressam à pátria: Pedro Álvares Cabral procura emprego e vive num quarto nojento de uma pensão com outras famílias de Angola, Gil Vicente é ourives, Vasco da Gama passeia no Guincho com o rei D. Manuel. D. Sebastião é esperado por um grupo de indigentes. Mesmo antes disso, A Portuguesa é executado em ritmo de pasodoble.

artigos disponíveis: 2

   
Tratado das Paixões da Alma, 1990

Um Juiz de Instrução e um Homem, que aparecerá também como "Antunes", amigos de infância, encontram-se num processo judicial em que o Homem (Antunes) é acusado de pertencer a uma rede bombista. São amigos de infância porque o Juiz era filho do caseiro da quinta do avô Antunes, em Benfica.

artigos disponíveis: 1

 

   
A Ordem Natural das Coisas, 1992

Várias personagens monologam. Algumas delas pertencem à mesma família, outras estão ligadas por uma razão fortuita. A história que contam nos monólogos, dois por cada uma das partes do livro, é contada por um escritor a um ex-pide. Uma senhora que morrerá sabe a mesma história de perdas, equívocos, enganos, culpas e sofrimento.

artigos disponíveis: 1

   
A Morte de Carlos Gardel, 1994

Nuno é um jovem toxicodependente, no hospital, em coma. O pai, Álvaro, e a mãe, Cláudia, estão divorciados. No hospital, é o pai e Graça, com quem o pai se casou, que lhe dão assistência. Cada um deles recorda determinados períodos da vida; as recordações misturam-se com os acontecimentos. Nuno morre.

artigos disponíveis: 3

 

   
O Manual dos Inquisidores, 1996

As transformações no pós-25 de Abril, designadamente numa grande quinta em Palmela, de uma família com ligações ao antigo regime, através de relatos, cinco (e cada um deles inclui outros três, feitos do ponto de vista da mesma personagem). As personagens que surgem com mais frequência são: o filho, a governanta, a irmã, a amante do pai e o pai.

 

artigos disponíveis: 5

   
O Esplendor de Portugal, 1997

Carlos convidou para o Natal em sua casa os seus irmãos, como ele retornados de Angola. O pai, Amadeu, morreu antes de os filhos regressarem, e a mãe, em Angola, encarregou-se da plantação, auxiliada por criados - Damião, Fernando, Josélia e Maria da Boa Morte. Carlos é branco, mas filho de Amadeu e de uma negra, Rui é epiléptico, Clarisse era a preferida do pai. A mãe, Isilda, morre no final, sonhando que os filhos a foram visitar.

artigos disponíveis: 5

   
Livro de Crónicas, 1998

As crónicas de António Lobo Antunes surgiram nos anos 90 no jornal Público e podem agora ser lidas na revista Visão sendo, ainda quinzenais; o seu êxito é enorme. São também publicadas em Espanha, no diário El País. Os dois anteriores livros de crónicas foram traduzidos em vários países. Os seus múltiplos registos, a diversidade das pequenas histórias contadas, o virtuosismo, a arte de levar o leitor do sorriso à emoção extrema, fazem, por um lado, com que estas crónicas se leiam com uma enorme facilidade e, por outro, que sejam um tema muito curioso para um exercício: ver até que ponto se distanciam, e, por vezes, se aproximam, dos livros.

artigos disponíveis: 3

   
Exortação aos Crocodilos, 1999

Quatro mulheres, Mimi, Celina, Simone e Fátima, todas elas com uma ligação a bombistas em actividade depois do 25 de Abril, monologam sobre si mesmas e, através de si mesmas, sobre acontecimentos diversos da história do país, como atentados a sedes de partidos ou a célebre queda do avião em Camarate, dadas as circunstâncias da história pessoal de cada uma. Uma delas, Mimi, é surda.

artigos disponíveis: 5

   
Não Entres Tão Depressa Nessa Noite Escura, 2000

O pai de Maria Clara foi internado e vi morrer. O livro é composto pelas divagações de Maria Clara, as suas recordações e as suas histórias e personagens inventadas, enquanto o pai está a morrer.

artigos disponíveis: 2

 

   
Que Farei Quando Tudo Arde?, 2001

Paulo, o filho de Carlos, que é travesti, e de Judite, toxicodependente, fala de como a sua vida se transformou por causa do pai, acabando mesmo por, numa determinada fase, ser internado. A mãe, prostituta alcoolizada, tem uma estranha relação com Carlos e com rui, o seu companheiro.

artigos disponíveis: 2

 

   
Segundo Livro de Crónicas, 2002

As crónicas de António Lobo Antunes surgiram nos anos 90 no jornal Público e podem agora ser lidas na revista Visão sendo, ainda quinzenais; o seu êxito é enorme. São também publicadas em Espanha, no diário El País. Os dois anteriores livros de crónicas foram traduzidos em vários países. Os seus múltiplos registos, a diversidade das pequenas histórias contadas, o virtuosismo, a arte de levar o leitor do sorriso à emoção extrema, fazem, por um lado, com que estas crónicas se leiam com uma enorme facilidade e, por outro, que sejam um tema muito curioso para um exercício: ver até que ponto se distanciam, e, por vezes, se aproximam, dos livros.

artigos disponíveis: 3

   
Boa Tarde Às Coisas Aqui Em Baixo, 2003

São enviados a Angola, terra devastada, três homens, sucessivamente, todos com uma missão semelhante, a de viajar uma família de presumíveis traficantes de diamantes. O "buraco negro" e brilhante do livro é o contrabando de diamantes, que sustenta, obceca e destrói as criaturas. Lugares e situações de romances anteriores voltam a aparecer. não nos podemos esquecer de "O inferno consiste em lembrarmo-nos a eternidade inteira".

artigos disponíveis: 9

   
Eu Hei-de Amar Uma Pedra, 2004

Uma mulher faz crochet na praia, dois toldos adiante, ano após ano, para que ela e o homem que tem outra mulher, e duas filhas, possam ver-se. Ela não pede nada, ninguém a vê, o crochet esconde uma pessoa inteira. O homem morre, e essa mulher é uma doente de 82 anos, em consulta, psiquiátrica. Encontra o homem aos dezassete anos. Muito depois, reencontram-se. Não teve outro homem, nunca. Encontram-se uma vez por semana numa hospedaria da Graça, por vezes em Sintra, e no verão, nessa praia.

artigos disponíveis: 7

   
Terceiro Livro de Crónicas, 2006

As crónicas de António Lobo Antunes surgiram nos anos 90 no jornal Público e podem agora ser lidas na revista Visão sendo, ainda quinzenais; o seu êxito é enorme. São também publicadas em Espanha, no diário El País. Os dois anteriores livros de crónicas foram traduzidos em vários países. Os seus múltiplos registos, a diversidade das pequenas histórias contadas, o virtuosismo, a arte de levar o leitor do sorriso à emoção extrema, fazem, por um lado, com que estas crónicas se leiam com uma enorme facilidade e, por outro, que sejam um tema muito curioso para um exercício: ver até que ponto se distanciam, e, por vezes, se aproximam, dos livros.

artigos disponíveis: 2

   
Ontem Não Te Vi Em Babilónia, 2006

Uma noite ninguém dorme, e durante a meia-noite a as cinco da manhã, as pessoas sonham acordadas no sono: contam e inventam as suas vidas e as suas histórias, ou as histórias em que transformam as suas vidas, ou as vidas que transformaram em histórias. Podem ser vidas cruéis, de medo, de uma cicatriz interior, de algo que talvez fosse o Estado português de outros tempos. Podem ser vidas de amores passados, de lápides varridas, de um desejo de uma vida inteira, de se poder ser feliz sem pensar. Nestas histórias, nestes silêncios destas falas, nos risos e nas traições, vamos identificando a noite de um país, a noite cheia de vozes de todos nós, e a noite silenciosa que é o isolamento de cada um. Como diz o autor - “porque aquilo que escrevo poder ler-se no escuro”.

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O Meu Nome É Legião, 2007

 

O livro começa como um relatório de polícia, descrevendo a vida de um gang numa zona a que se chama simplesmente Bairro e que nos pode fazer evocar um qualquer bairro periférico de uma grande cidade. [...] percorremos, como se fosse a nossa vida, a vida de pessoas que vivem na pior parte do pior sítio do mundo – pessoas que são muitos, sendo o mesmo, e sendo esse «mesmo» uma parte oculta, desesperada e silenciosa de nós, que se esforça por acreditar que há uma salvação. Cruzam-se histórias, tendo quase sempre como pano de fundo o bairro; os conflitos homem/mulher, ricos/pobres, brancos/pretos; as histórias não acabam, e é normal - o autor mostra-nos que aquilo que existe de mais parecido com a salvação é esquecer tudo o que aconteceu e pensar: «Não tenho medo de vocês, não tenho medo de nada».
 

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O Arquipélago da Insónia, 2008

Começamos por uma casa, pelo sentimento uma força em exercício, um poder que vem de há muito tempo, quando essa casa era igual mas era uma herdade, um latifúndio, quando nada faltava – a família, as empregadas na cozinha, o feitor, os campos, a vila ao fundo, e a voz do avô a comandar o mundo. / Agora há fotografias no Alentejo em vez de pessoas, e há objectos, cientes que também acabarão sem ninguém, há memórias de quem dorme, ou morreu, mortos que não sabem se a vida foi vida, há os irmãos, um é autista, e a imagem da mãe muito nítida, sempre de costas /“(alguma vez a vi sem ser de costas para mim?)”. / Nessa altura já não se sabia a que cheira o vento, como não se sabe para onde foi a Maria Adelaide, morta também, foi para Lisboa? / A herdade foi tirada ao autista, e a doença (de quem?) é um arquipélago branco nas radiografias dos outros, um arquipélago normal, inocente. Estão todos mortos ou estão todos a sonhar e trocaram de sonhos, como se pudéssemos trocar de sonhos. / De qualquer forma, sabemos que daqui a nada será manhã – mas aquilo que se disse ainda se ouve lá dentro /“(- Não precisa de se casar comigo menino o seu pai nunca casou comigo)” / E então vamos sabendo que não será manhã nunca.

artigos disponíveis: 2

   
   

outros livros

 
   
A História do Hidroavião (conto), 1994 - 2005

Uma história de amizade passada em Lisboa. A saudade de África. A nostalgia da infância. O Tejo como ponte de memórias e como cenário de fundo. Um texto de António Lobo Antunes ilustrado por aguarelas do músico e compositor Vitorino, propositadamente recriadas para esta edição da Dom Quixote. Para ser lido e admirado por jovens e adultos.

artigos disponíveis: 3

 

   
Letrinhas de Cantigas (canções), 2002 - edição limitada

A publicação em livro de 55 canções que Lobo Antunes escreveu para Vitorino, também cantadas por outros intérpretes. Edição limitada comemorativa dos 20 anos do escritor nas Publicações Dom Quixote.

 

 

   
Apontar com o dedo o centro da terra (catálogo), 2002 - parceria com Júlio Pomar

textos de António Lobo Antunes e imagens de Júlio Pomar

 

 

   
   
D'este Viver Aqui Neste Papel Descripto - Cartas da Guerra, 2005

 

Cerca de 300 cartas que António Lobo Antunes escreveu a sua mulher no tempo em que esteve em Angola, durante a guerra colonial. Um documento importante sobre a juventude literária do escritor, e da sua experiência da guerra. Organização de Maria José Lobo Antunes e Joana Lobo Antunes (suas filhas).

 

artigos disponíveis: 7

 

   
Quem me assassinou para que eu seja tão doce? (crónicas),  2008 - oferta lim.

Trata-se de uma edição limitada para oferta na compra dos livros do escritor em Março de 2008. Contém fotos conhecidas, a preto e branco, e algumas crónicas, tudo em 60 páginas.

 

 

   
   
   

escritor e obra

 
   
Os Romances de António Lobo Antunes, de Maria Alzira Seixo, 2002

Os romances de António Lobo Antunes (até Que Farei Quando Tudo Arde?) estudados pela Profª. Maria Alzira Seixo (que neste volume proporciona também aos leitores os seus documentos de trabalho: resumos, guiões de leitura, índice remissivo de temas, motivos e conceitos, bibliografia). Este livro, de 650 páginas, constitui um estudo de toda a obra de ficção publicada até à data pelo escritor, e vem ao encontro, quer do leitor comum quer do investigador interessado na produção literária poética e novelística.

   
Conversas com António Lobo Antunes, de María Luisa Blanco, 2002

Série de entrevistas com o escritor pela jornalista espanhola María Luisa Blanco.

 

 

 

   
A Escrita e o Mundo em António Lobo Antunes

Actas do Colóquio Internacional da Universidade de Évora, 2003

Organização de Eunice Cabral, Carlos J. F. Jorge, Christine Zurbach

 

 

   
António Lobo Antunes - Fotobiografia, por Tereza Coelho, 2004

 

 

 

 

   
Entrevistas com António Lobo Antunes

1979-2007 Confissões do Trapeiro, por Ana Paula Arnaut, 2008

 

 

   

Todos os livros editados por Publicações Dom Quixote, excepto Entrevistas com António Lobo Antunes: Edições Almedina.

Cada título segue um link para artigos sobre o livro correspondente, excepto quando não disponível.

Sinopses dos romances em António Lobo Antunes - Fotobiografia, por Tereza Coelho, Publicações Dom Quixote, 2004, excepto a partir de Ontem não te vi em Babilónia (por Publicações Dom Quixote).

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